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João Bosco do Nordeste
Professor Mestre em Educação e Administrador empreendedor
Textos
A sopa de azulejo.
Na cidade de Literacity, um pobre com fome sempre pedia comida perto da feira de abastecimento, recebendo pedradas e sendo humilhado com palavrões. Certo dia ele andou até um resto de uma construção e pegou uns três pedaços de azulejo, colocando-os num balde com água da torneira do jardim da rua. Pegou alguns pedaços de madeira e fez uma fogueirinha e a panela em cima do fogo. Com uma velha colher de pau que carregava, começou a mexer e a retirar água da panela, colocando na boca como se fosse uma gostosa “sopa”.  As pessoas que passavam  procuravam saber o que tinha ali dentro de tão gostoso. Ele disse:
- É uma deliciosa sopa de azulejo. Ah! Se eu tivesse um pedacinho de chuchu e de cenoura, essa sopa poderia ficar ainda mais gostosa.
- Por isso não. Disse uma pessoa. Vou buscar o chuchu e a cenoura para você.
Daquele momento em diante, todos que por ali passavam queriam ajudar e buscavam mais legumes. Sem que percebessem, o homem foi retirando os três pedações de azulejo da panela e disfarçadamente aumentava a quantidade de alimentos. E o mendigo continuava pedindo:
- Falta agora só alguns tomates para melhorar ainda mais o sabor.
Ao final da manhã, estavam ali, embaixo de uma árvore, uns cinco moradores de rua comendo juntos um panelão de sopa de legumes, que para os olhos dos outros era apenas uma sopa de azulejo.

Moral da história: A união faz a comida render, principalmente se o cozinheiro não for ladrão.
João Bosco do Nordeste
Enviado por João Bosco do Nordeste em 15/10/2014
Alterado em 21/07/2018
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