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Textos

Pensamentos nº 35 – Da série “Tempos modernos I”.
1) Tudo que nasce morre, menos os corruptos, que preferem deixar vivos os bens para pagar advogados como bondade da sua maligna existência.
2) Para se comprar a liberdade os corruptos modernos pagam vultosas quantias tirada dos pobres, mas nunca serão livres definitivos.
3) Se nas tuas palavras há tons de sujeira e fúria, prefiro não entender nada que tu dizes, porque o meu ouvido é um canal de som e não um esgoto.
4) Procure hoje ouvir a todas as pessoas, mas somente a poucas dirija a sua voz de cura, pois o grito que lhe adoeceria amanhã é o mesmo que morrerá com o seu silêncio.
5) Na dúvida traidora da árvore da modernidade é que devemos ter a coragem de mostrar os frutos do passado.
6) Raramente os homens modernos parecem ser o que aparentemente não são.
7) A vida é como um trampolim. Por isso existem quedas necessárias para que se obtenha o impulso de uma ascensão maior.
8) Aquilo que se vence por meios escusos não pode ser considerado um mérito do braço, porque o caminho de volta poderá transformar a vitória num tortuoso fracasso.
9) Quem recebeu muitos presentes pensa que qualquer Granero vai guardar a caridade. A perversidade de quem viu é uma adversidade que despreza a fraternidade.
10) O tempo físico dá a direção do local, mas o imaginário dá a direção do indefinido. Somente no tempo "real" temos a certeza da dimensão holística de um futuro que nunca chega e permanece perdido.
11) Na modernidade, somente quando descobrimos as diversas culturas é que reconhecemos a inexistência cruel do monopólio que forma a nossa identidade.
12) Os vermes que devoraram gerações passadas podem ser mais importantes que determinados insensatos corações da geração atual.
13) A prudência é o farol que guia o navio para um porto seguro. A indulgência pode fazer com que o barco nunca consiga sair de cima de determinado muro.
14) Quem procura facilidades pelas ruas, a fim de obter vantagens e patrimônio material, pode encontrar esquinas falsas e surpresas desagradáveis, presentes num contexto marginal.
15) Preferir ser um não ser é pior que deixar de pensar nessa questão. Quem muito pensa que é, passa a ser visto pelas pessoas como uma inexistência.
João Bosco do Nordeste
Enviado por João Bosco do Nordeste em 24/03/2015
Alterado em 18/09/2018
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