João Bosco do Nordeste
Professor Mestre em Educação e Administrador empreendedor
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Prêmios Livro de Visitas Contato Links
Textos
Fiscalizando o fiscal do banco – nº I
Observação:
Essas frases foram retiradas de relatórios que os fiscais de um banco federal faziam na década de 90, e de tão engraçadas eu fui guardando para escrever um dia, e deixar como páginas de humor de uma época que a gente era feliz e não sabia. Hoje isso não existe mais.
(Os nomes dos funcionários serão propositadamente omitidos, pois a ideia não é expor ninguém, e sim transformar as frases em momentos lúdicos. Claro que muitas foram refeitas, a pedido das gerências das Unidades) - Esses escritos fazem parte do livro publicado em 2017.

1. Os equipamentos financiados, apesar de não estarem funcionando, estão muito bem guardados sobre as árvores;
2. Não é querendo me gabar, mas eu acho que o cliente é um cavalo;
3. Quando eu procurei o cliente para me mostrar a cerca que ainda não estava construída na fazenda, quem me apareceu foi a mulher dele para mostrar aonde ele guardava as estacas;
4. Aquele trator não está fazendo nada na fazenda. Tá lá encostado, parecendo um velho aposentado. Vai enferrujar a roda;
5. Fui ver o trabalho, mas estava tudo uma porcaria. Eu até gosto de inseminação artificial, mas feito com aquela grosseria ninguém aguenta;
6. Até que o cliente gastou o dinheiro, Deus sabe no quê, pois o curral não está feito ainda e as vacas ficam reclamando do sol, coitadas;
7. Fiscalizei uma camionete pampa novinha na fazenda, pois o cliente desviou o dinheiro que seria para a aquisição dos carneiros financiados. Pampa é um tipo de cavalo. Será que o cliente não sabe a diferença entre um Pampa e um carneiro?;
8. Bodes que se prezam não entram num aprisco desgraçado daquele. Parece mais uma pocilga ou um galinheiro, com tanta sujeira. Senti um fedor miserável. Isso pode dar bode e os animais também sentirem;
9. O bicho vai pegar e o cliente não vai poder pagar ao banco. Ele vai dar tôco e não vai pagar. Ele ainda não plantou nada e a chuva caiu. Se ele não tiver uma carta na manga, o pepino vai ficar para o gerente. Depois não venham me dizer que eu sou agorento;
10. Aquela fazenda está uma beleza, a bezerrada puxou a dona, esposa do cliente. Ela gosta de animais novos;
11. O cliente morreu desde o ano passado e ainda não teve tempo de avisar ao banco. Tomei um susto danado quando cheguei na fazenda e ele não estava mais;
12. Como é que o gerente da fazenda me oferece um carro para andar no pasto, se eu gosto é de cavalo? Se aquele cavalo tivesse me perguntado, eu teria dito, pois esse segredo eu não escondo de ninguém;
13. Cheguei às 8 horas na fazenda, Bati palmas, buzinei, gritei, chamei até as 11 horas, e ninguém.  Percebi que a fazenda estava abandonada e triste. Que sorte ingrata;
14. Ele pode até ter vacinado o gado, como a carta diz, se ela está mentindo, eu não sei, só sei que chegando lá, não achei nenhum vestígio de marcas das vacinas nos animais. A carta pode estar mentindo;
15. Um curral é um curral. Um cercado é um cercado. Um galinheiro é um galinheiro. Um besta é um besta, mas eu não sou besta. Vi um cercado muito sujo de excrementos animais. Essa eu não engulo;
João Bosco do Nordeste
Enviado por João Bosco do Nordeste em 14/08/2014
Alterado em 24/06/2017
Comentários
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Prêmios Livro de Visitas Contato Links