João Bosco do Nordeste
Professor Mestre em Educação e Administrador empreendedor
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Textos
Bala perdida que matou mais uma vitima.
O que aconteceu? Ainda não sei. O mundo em coro lamenta a perda de algo que atingirá a sensibilidade da sociedade humana. Nada mais triste faltava acontecer. As cansadas vias de acesso ao departamento das hipóteses e as ponderações estavam abertas. As máquinas nos espreitam em cada esquina. O diário da menina não terá mais nada escrito, nem deixou subentendido que isso iria acontecer nas curvas das linhas da esquina que escreveu a sua história. Quebrou o retrato da vida, as partes do vidro só deixa que observemos um resto de pranto em seu olhar adormecido, e a desconfiança nas atitudes tremendamente traiçoeiras e inconvenientes de pessoas do mal, que mesmo depois de praticarem tantos abusos e subtraírem patrimônios, como ser medonhos apaga uma chama de vida nascendo que não estava perdida, e foi encontrada no lugar e momento errados, deixando se ser apenas um ser que ainda gente, sai da vida tão de repente, para entrar na estatística da irresponsabilidade das autoridades incompetentes.
Os muros perfurados aumentam os conflitos, e sufocam a parte posterior ao andamento de discursos prolixos, carregados de inércia e insensatez, estreitados de acordo com os dragados sonhos infantis, que nem as crianças podem reclamar. Acabados os sonhos, todos os sentimentos caem na mesma vala, o que mais restaria a fazer pela vida, além de sofrer?
Quem sabe não fosse esse mal enfatizado que nos atormenta a razão pela qual estamos vivendo sem sonhos, assistindo a cruel realidade de fatos tão drásticos, que neste momento por faltar decência, estarrece e dói na família e amigos, que também sofrem jutos como se estivessem feridos, mesmo todos sabendo qual é o motivo real dessa violência. A fibra responde bem dentro do peito, numa dor insuportável que mata qualquer otimismo, se a própria esperança que um dia era verde estão pintando de vermelha, quantos ainda terão de morrer,  até desvendar a cor desta sombra, se é que esse tipo de sombra tem cor. O caso se espalha e o mundo se entulha. Tudo está parado querendo viver nesse estado tão crítico, mas ninguém explica porque essas balas perdidas não atingem um político.
Naquele local tinha havido uma troca de tiros entre membros de quadrilhas rivais, dentre eles poderia estar parentes de moradores e até alguns pais.
Um corpo estendido de uma jovem criança que poderia ser filha de qualquer uma autoridade, a cabeça abaixada e o corpo franzino, nasceu para a vida e a levaram para o lado de lá. Agora aproxima um homem dizendo que soube do ocorrido e veio para verificar. Pela expressão, a notícia era triste, de joelhos e no choro caiu desfalecido, levado à Samur para se medicar.
Pela direção da bala perdida, o tipo da bala e o momento do disparo da sua mão, aquele canalha tão logo sentiu que o tiro partiu de sua própria arma. Depois de matar tantas outras pessoas, fazendo infelizes tantas outras famílias, agora sentiu na sua pele um grande sofrimento, além do AVC que ele teve em seguida, ficou paraplégico e nunca mais vai atirar em ninguém.
João Bosco do Nordeste
Enviado por João Bosco do Nordeste em 20/08/2014
Alterado em 21/11/2014
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