João Bosco do Nordeste
Professor Mestre em Educação e Administrador empreendedor
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Textos
Solidão num Oásis
Nasce sândalo e incensa a aurora amarela,
e pelas flores do oásis, a vereda é perfumada.
A alegria é surda e não canta com os pássaros,
prefere a saudade imersa no cantinho do nada.

A paisagem é bela e fria, óh esplendente cegueira,
tocando as pontas dos dedos o espírito pode ver.
O castelo é do tamanho da ilusão de um sonho,
mas é pequeno e não cabe um minúsculo querer.

Corre na aurícula direita em direção ao penhasco,
as veias cheias de dor, dessa nau despedaçada,
sem flora e sem ver a fauna, o lugar é só um casco.

É assim a solidão de quem vive nesse oásis,
feito de areia e papel, e o papel eu mesmo lasco,
esperando noutra vida vir em diferentes bases.
João Bosco do Nordeste
Enviado por João Bosco do Nordeste em 24/01/2015
Alterado em 14/02/2015
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