João Bosco do Nordeste
Professor Mestre em Educação e Administrador empreendedor
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Prêmios Livro de Visitas Contato Links
Textos
De que lado você está? 2ª parte
Agora ninguém se acalma, acabou a confiança, a voz da rua é pesada, a moral exige ética cada vez mais correta, salvando o Brasil dessa rusga, como um selfie no escuro,  para que seja possível o nascer de um novo dia, quando Deus mostrar ao povo o outro lado do muro.
Promessas sem fundamentos, mentiras e até humildade feitas em formas de gerúndio: "prometendo, querendo, pensando, imaginando, transformando" a vida num grande particípio tornado, sofrida, perdida, esquecida e despercebida e entristecida. Ministro desmioladinho, esculhambou todo mundo que estava de todo lado, até do lado que ele estava, depois foi catar coquinho e deixar o palacinho.
A tela se abriu num Somatse odnatneserpa! Foi quando o povo acordou, a porta da rua achou, depois de ver-lhe roubado o sonho, parte do seu latifúndio, entendeu que não dá mais para ouvir mais nenhum lenga-lenga, de que de nada sabia, que nada viu de errado, e o dinheiro escondia, das contas pra todo lado, sempre aos bons companheiros, o caixa dois existia, como disse sua excelência, depois como uma dormência, não lembrou mais que sabia, pois nada mais lhe pertencia. Cabe ao Congresso dizer: chega de sabedoria! É a luz do sol que clareia o dia. Um Rouanet Caetaneou, Buarcou, Sangaleou, Betaneou e Leitou. Pediram ajuda a um poste, há quem apostou que tudo ficaria encoberto.
O mundo que era longe chegou mais perto, a turba foi gostando de ficar rica, com todas as autoridades no bolso, mas o bolso furou e Deus pegou um tal de Pavarote cantando de galo para um poste.
Apagou a luz, os amigos sumiram, ninguém se encosta em porco espinho e vai saindo de perto. A solidão do palácio bateu na porta, virou a hora do espanto, um sítio entrou no apartamento e tentou fazer todos de jumentos. É hora de ensacar vento com a tal popularidade! É a hora do desespero, mentiras por todo canto, dentro do vil pardieiro que é como o quarto do pânico de uma sexta feira 13, oferecendo dinheiro, chamando vespas amarelas para a rua, pagando uma quentinha, sem asas com um "cala a boca", viram frias massas de manobra, como sem mercadorias não cobra, perde o resto da dignidade, sendo compradas as coitadas analfabetas e sem rumo, com uma bandeiras vermelhas de nenhum país, num País verde-amarelo. No domingo bem florido, o País dos escolhidos e de verde-amarelo vestido, junto com outros bons cidadãos, muitos desses foram às ruas, lutar pelo seu futuro, eram uns dois milhões em passos ruidosos aos ouvidos do poder, que viu muitos chateados, com roubo pra todo lado, querendo um Brasil melhor, ela saiu de mansinho, deixando a arrogância pelo caminho.
Essas vespas que um dia foram compradas, agora estão mudando de lado, querem ter mais cidadania, gerar sua própria renda, tendo uma profissão, correndo atrás de uma capacitação, mostrando mais dignidade para a família e amigos, tendo acesso ao estudo, reduzindo a ignorância, sem mais querer ser refém de qualquer trote ou pacote, saindo de perto do poste, deixando de ouvir um tal Pavarote. O preço do voto é o Brasil.
Para aumentar a desconfiança o medo venceu a falsa esperança, as contas foram subindo, inflação desembestando, os juros indo às alturas, o povo recebeu facadas das pontas da tal estrela, aumentou o preço da energia, da água e do gás quase todo dia, o porco fugiu da feijoada e a carne correu da churrascaria. Mesmo com o preço baixo no mundo, o petróleo aqui só baixou em véspera de eleições, depois voltou a subir, aumentando o preço do transporte, que está pela hora da morte e o povo sofre ainda mais. Saquearam a Petrobras, encheram os sacos de milhões em contêineres, contas no exterior e apartamentos de capitais. Enquanto isso, o chefão comia álcool, mostrando a todos os correligionários o quanto estavam sendo feitos de otários.
O poste deu suas descargas, chiou, deu murro em mesas e gritou que queria dar luz a novas corrupções por mais outro período, chateou o chefe-amigo, chegando até quem estava ao seu lado, sendo eletrocutada. Enquanto na casa ia entrando água mais podre, e nas ruas famílias sendo assassinadas, os eleitores estarrecidos viam o poder descumprir as promessas de uma forma descarada.
E o destino do chefão que queria fugir? Que vergonha essa tal de Noronha. Milionário, foi entregue pelos comparsas que continuam pobres, porque pensaram mais no país, em busca de alguma cidadania. A riqueza continua se esvaindo para as mãos dos ricos advogados, cada vez mais caros nesse grande pardieiro, sem ninguém saber direito a origem do dinheiro que lhes pagam.
Quase que um graveto nos olhos da justiça iria facilitar a fuga da prisão pelas portas dos fundos, o avião já estava pronto e ligado para a África ou Paquistão, quem sabe talvez Milão, vai-se um dedo e fica a mão, e a coisa ficando feia. Onde está uma tal de rosa que por mera coincidência não ajuda? Longe da cadeia e no exterior gozando a vida, não quer ser importunada, pois continua calada, em sua casa esperando a federal bater à porta, mas tem sempre alguém vigiando, pois outros também comeram daqueles pães que o diabo amassou, deixando muito rabo preso total no crime desorganizado do partido tenebroso, levando até muitas pessoas de bem ficarem perdulárias. Quiseram que o povo virasse um bando de otários e de loucos, transformando o futuro de todos para a esperança de poucos.
Quem é mais infiel com o Fies? E o cartão da Casa Melhor? Ninguém pagou e  ficou pior. A bolsa virou caso de polícia na casa e na vida. Milhões de verbas sociais sendo canceladas pelos tribunais de contas, pois serviram apenas para compra de votos. Os diretores das empreiteiras abriram as bocas e deram as ordens, e tudo virou uma desordem, oferecendo tudo a um tal de amigo especial, que nem o amigo sabia quem era esse amigo do amigo tão amigo. Uma bondade pela compra provisórias de medidas milionárias em troca de bens e tudo virou um tormento, pois ninguém nunca saberia, se não houvesse a alternância do poder dentro da mesma folia. Mesmo o amigo dizendo que não era nada do amigo milionário, os ricos advogados lutavam para que não os tirasse da família. Como todo metido a sabido bota sempre a culpa nos asseclas que emprestam seus nomes a frutas, especialmente à laranja, não desconfiava que eles estavam fingindo que acreditavam no amigo. Portanto, não fez sentido a armação a esse tipo de ilusão que nem a cachaça desfaz. De trás para a frente ou de frente para trás.
O Brasil está de cá para lá ...  Os corruptos estão de lá para cá...
De que lado você está?
- De lá para cá ou de cá para lá?

(pode continuar lendo a 3ª e última parte da crônica: http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/5181783)
João Bosco do Nordeste
Enviado por João Bosco do Nordeste em 24/03/2015
Alterado em 30/07/2018
Comentários
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Prêmios Livro de Visitas Contato Links