João Bosco do Nordeste
Professor Mestre em Educação e Administrador empreendedor
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Textos
Pensamento nº 59 - Da série: O Poeta e o Professor
1. Professor não tem obrigação de levar educação para a sala de aula. A Educação se traz de casa. Professor planta e cuida do conhecimento, a partir da educação familiar. Já o poeta questiona a obrigação do conhecimento.
2. O Professor não tem a função apenas de ensinar disciplinas, mas, principalmente, ajudar os alunos a refletirem sobre a sua presença no mundo, com disciplina na educação das palavras. Por outro lado, o poeta tem a função de quebrar a disciplina das palavras.
3. O Professor perde tempo em preparar aulas, trabalhos e provas. O poeta perde-se nas aulas e provas do tempo.
4. É mais fácil pensar que se engana um professor, que procurar entender um poeta nas suas dificuldades de ser enganado e entender seu próprio desengano.
5. Por dentro, o Poeta é um professor da cura de doenças incuráveis no firmamento das almas em formação, ao tempo em que o professor é um poeta e patrono das palavras que se deformam pela vida afora.
6. O estudo ainda é a única chave que pode abrir a mente de qualquer ignorante. O professor tem a chave, e o poeta é a fechadura da porta onde fica a ração, por isso pouco entendidos pelos ruminantes.
7. O som silencioso de um funk pode ser uma fonte inspiradora dos poetas e um objeto de estudo para os professores de braile.
8. O poeta é um colecionador de estrelas que circulam no infinito das almas. O professor é o técnico que vai tentar explicar esse fenômeno. Os analfabetos de conveniência são enganados pelo feno e pelas palmas.
9. Só não se escreve alguma coisa quem não tem nada para dizer nessa estrutura. O poeta e o professor escrevem para fazer você pensar, cabeça dura!
10. O professor diz a que veio, mas o poeta nem precisa dizer, pois a sua visão do mundo muda todas as vezes que ele pisca os olhos.
11. O passado de mágoas do professor não volta mais, quando vai ficando mais maduro. O poeta guarda o passado das mágoas quando escreve sobre o futuro.
12. Para os professores, os aprendizados são fantasias que nascem e morrem na ilusão da disciplina. Para o poeta, as razões cartesianas estão dentro do raio da Silibrina.
13. Os poetas, diferentemente dos professores, são sonhadores e não entendem os planos da submissão idiomática dos pontos de vista. Quer seja pela própria natureza cega da alma, ou pelos sentidos cognitivos de um cordelista.
14. O professor analisa as causas dos trovões, dos raios e das tempestades, como ciência e fatos naturais .... o poeta é quem sofre essas consequências, ao escrever transformando tudo em fenômenos existenciais.
15. O professor é aquele que tenta criar diálogos com os alunos em seus temores, enquanto o poeta é aquele que provoca diálogos dos alunos contra os professores. O professor acalma, e o poeta agita a alma.
João Bosco do Nordeste
Enviado por João Bosco do Nordeste em 04/12/2015
Alterado em 14/10/2019
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