A lua de mel da poesia
A lua está satisfeita,
e com sua luz de alma pura,
traz a felicidade desfeita,
mesmo sendo em noite escura,
por entre as nuvens espreita,
seu próprio céu de formosura.
A porta da poesia de mel é estreita,
e aos corações dá candura.
Esse é do amor pura receita,
transformando tudo em ternura,
e a felicidade brota como uma seita,
sobre o pranto e a amargura.
Na lua, a poesia planta a suspeita,
de que é apenas uma aventura,
e nos corações faz a colheita.
Canta como abelha sem partitura,
produzindo o som da ode perfeita,
na poética do mel, da sua apicultura.
João Bosco do Nordeste
Enviado por João Bosco do Nordeste em 22/12/2018
Alterado em 31/10/2025