João Bosco da Silva ([1])
RESUMO
A intenção da pesquisa foi buscar alternativas para tentar superar as dificuldades da alfabetização de crianças com Síndrome de Down, discutindo a música como instrumento de inserção pedagógica, mesmo reconhecendo a existência de avanços, a fim de viabilizar o trabalho, utilizando a pesquisa qualitativa e o estudo de caso, acrescentando outras iniciativas exitosas, tendo por base a pesquisa do Dr. José Salomão Schwartzman e o Projeto de Musicoterapia para Pacientes com Síndrome de Down na Associação Cromosomos XXI, das professoras Cynthia de Oliva Vieira e Silva e Elise Duarte Dantas Aragão. Conhecendo um pouco das características da Síndrome de Down, causas e consequências nas diversas áreas do saber, na mente e no corpo humano, foi levado em conta algumas teorías que mostram o enfoque dos pontos mais importantes, abrindo novas discussões para o debate por diversos setores da sociedade, principalmente no âmbito da educação especial e inclusão social, tentando conhecer e mensurar o estágio atual da aplicabilidade da musicoterapia na educação formal de pessoas com a Síndrome de Down, obtendo-se resultados iniciais importantes, mostrando as experiências musicais na área de interesse, possibilitando mudanças e melhoria na orientação pedagógica, a fim de garantir melhor qualidade de vida desses estudantes na sociedade, exercendo seus direitos sem qualquer tipo de discriminação.
LA MÚSICA COMO HERRAMIENTA PEDAGÓGICA EN LA ALFABETIZACIÓN DE NIÑOS CON SÍNDROME DE DOWN.
RESUMEN
La intención de la investigación fue encontrar alternativas para intentar superar las dificultades de alfabetización de niños con Síndrome de Down, discutiendo la música como instrumento de inserción pedagógica, aun reconociendo la existencia de avances, para hacer el trabajo viable, utilizando investigaciones cualitativas y estudio de caso de acuerdo con la investigación del Dr. José Salomón Schwartzman y el Proyecto de Terapia Musical para Pacientes con Síndrome de Down en la Asociación Cromosomos XXI por los profesores Cynthia de Oliva Vieira e Silva y Elise Duarte Dantas Aragón, conocer un poco de las características del Síndrome de Down, causas y consecuencias en las diversas áreas del conocimiento, en la mente y en el cuerpo humano, teniendo en cuenta algunas teorías que muestran el foco de los puntos más importantes, abriendo nuevas discusiones para el debate por varios sectores de la sociedad, especialmente en el campo de la educación especial e inclusión social, tratando de conocer y medir la etapa actual de la aplicación de la musicaterapia en la educación formal de personas con Síndrome de Down, obteniendo resultados iniciales importantes, mostrando las experiencias musicales en el área de interés, lo que posibilitó mejoras en la orientación pedagógica, a fin de garantizar una mejor calidad de vida para esos estudiantes en la sociedad, ejerciendo sus derechos sin ninguna discriminación.
Palabras clave: Educación, alfabetización, Sindrome de Down.
Artigo retirado do trabalho de conclusão de Mestrado em Educação: https://loja.editoradialetica.com/humanidades/a-musica-na-alfabetizacao-de-criancas-com-sindrome-de-down-musica-como-ferramenta-pedagogica
Por conta das dificuldades encontradas na alfabetização de pessoas com Síndrome de Down, buscou-se discutir esse assunto e oferecer a música como um instrumento pedagógico, mesmo registrando alguns avanços, ainda há pouco conhecimento sobre todas as patologias que envolvem a SD[2], conforme investigado, buscando ajudar na solução, agregando o estudo a outras iniciativas, utilizando a pesquisa qualitativa e o estudo de caso como procedimentos metodológicos que encontraram respaldo na pesquisa do Dr. José Salomão Schwartzman[3] e o Projeto de Musicoterapia para Pacientes com Síndrome de Down na Associação Cromosomos XXI, das professoras Cynthia de Oliva Vieira e Silva e Elise Duarte Dantas Aragão (2004).
A importância do estudo deu-se pela preocupação com a inserção de ferramentas de ensino-aprendizagem levando-se em conta as características da Síndrome de Down em diversas áreas do saber, na mente e no corpo humano contextualizado na produção bibliográfica das teorias de alguns autores que estudam o tema, sendo possível constatar os pontos mais relevantes, com ênfase na introdução da música na alfabetização de pessoas com Síndrome de Down. O desafio foi descobrir algumas práticas inovadoras de musicoterapia já iniciadas na educação de pessoas com Síndrome de Down na alfabetização, especialmente porque o pesquisador também é músico profissional, professor de violão e teclado, utilizando um método próprio denominado MPB – Método Prático Bosco, inicialmente ministrado para pessoas que não apresentam necessidades especiais, mas ampliado para a atividade educativa de crianças com SD, por observar que na educação dessas crianças faltam-lhes maior concentração do tônus muscular, mais conhecido como Hipotonia, apresentando dificuldade de escrever, com poucos movimentos dos membros, ligamentos mais frouxos e falta de força nas mãos, mas podendo ser utilizados uns instrumentos musicais de percussão para melhorar a disposição nas tarefas de escrita em letra bastão, cursiva ou desenho. Como é um caso de patologia clínica, não será discutido com profundidade neste trabalho acadêmico da área de educação dando sentido ao pensamento.
Ao analisar a música como ferramenta pedagógica para auxiliar o letramento de crianças com Síndrome de Down em fase de alfabetização, buscou-se:
Compreender a utilização da Cantiga de Roda como ferramenta para facilitar o processo de alfabetização;
Identificar as características do processo de ensino aprendizagem das crianças com Síndrome de Down;
Explicitar as fases da alfabetização infantil;
Analisar a importancia da musicalidade para a melhoria do aprendizado de crianças com Síndrome de Down.
O período de estudo passou por várias fases, desde as hipóteses, modelo e enfoque, estudo de caso, pesquisa exploratória e experimental, coleta de dados, conhecimentos prévios, observações e investigações, entrevistas semiestruturadas e análise dos dados, atentando para o público e o lócus, dentro de um aparato metodológico e aplicação da prática teórica, favorecendo a possibilidade de apresentar resultados e conclusões, com os fundamentos de aplicação na área da educação especial individual ou coletiva, mostrando as experiências com as quais a aplicabilidade da musicoterapia possibilitou possíveis mudanças e melhoria na orientação pedagógica.
Portanto, o interesse nasceu da vontade de oferecer um arcabouço de informações para abrir novas discussões sobre a possibilidade de se utilizar a música para atender de forma adequada a necessidade em análise, continuando o debate na sociedade, mas principalmente por especialitas no âmbito da educação especial e inclusão social.
Por muitos anos o indivíduo com a Síndrome de Down foi tido como retardado e incapaz em muitas sociedades, entretanto, com os avanços pedagógicos e tecnológicos da educação especial é possível promover o desenvolvimento global dos alunos que apresentam algumas deficiências, respeitando as suas diferenças individuais e assegurando-lhes o pleno exercício de cidadania, com a ativa participação na vida social, profissional e maior autonomia, formulando parâmetros para tentar responder perguntas do tipo: Como agir para que a música também seja uma ferramenta de inclusão social no aprendizado da alfabetização das pessoas com SD?
A pesquisa foi realizada a partir do conjunto de escritos na Bíblia, cuja leitura possibilitou a constatação de que a música já era usada nas comemorações, acolhimento e cerimônias, por exemplo, no primeiro livro de Samuel (1Sm 16, 23), quando Davi é convocado a tocar harpa para Saul, e acalmar as suas neuroses: “E sempre que o espírito mau de Deus acometia o rei, Davi tomava a harpa e tocava.
Antes de Cristo, no Egito, na Grécia, China e Índia, a música já era uma rica tradição e os antigos filósofos gregos consideravam como “uma dádiva de Deus”, porque poucas pessoas sabiam tocar algum instrumento, como está escrito em Josué 6,4: “Sete sacerdotes, tocando sete trombetas, irão adiante da arca. No sétimo dia dareis sete vezes volta à cidade, tocando os sacerdotes a trombeta”.
De acordo com SCHWARTZMAN (2003, p. 4)[4]“(...) na Idade Média os portadores de deficiências foram considerados como produto da união entre uma mulher e o demônio”. Por causa de todas essas manifestações de descriminação, à medida que o tempo passa, o problema deve merecer maior atenção e respeito, pela quantidade de pessoas com Trissomia 21, a fim de desmistificar paradigmas e tornar possível a interação de todos ao convívio social.
Para demonstrar sentimentos, Platão disse que a música “imita o movimento da alma". Já Aristóteles acrescentou que a música é ordenada ao ético e semelhante a ele. Portando, se o contato com a música for direto (tocando um instrumento) ou indireto (somente apreciando) haverá estímulos cerebrais.
No Brasil, desde os registros da colonização, a cultura também apresenta traços musicais, pois os índios, por exemplo, já utilizavam os toantes (músicas sagradas), cantadas durante os cerimoniais, para invocar seres encantados, com uma alucinante monotonia que hipnotizava e empolgava os participantes. Já em 1970, na Faculdade de Educação Musical do Paraná (atual Faculdade de Artes do Paraná) foi criado o primeiro curso de especialização em Musicoterapia no Brasil para alunos graduados em música. E na sequência, com o passar do tempo e das experiências multiplicadas, em 1972, no Rio de Janeiro, abriu-se o primeiro curso de graduação em Musicoterapia, que só foi reconhecido pelo MEC, em 1978.
Para contextualizar formalmente a importância da música na escola em nossa contemporaneidade, a Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008, publicada no Diário Oficial da União no dia 19, alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, tornou obrigatório o ensino de música no ensino fundamental e médio.
O tema proposto é o resultado dos estudos acerca da inclusão educacional de alunos com necessidades educacionais especiais, após incursão de diversas tentativas lúdicas para melhorar a inclusão escolar, utilizando metodologías da musicoterapia, observando e participando como profissional de educação das etapas e buscas de alternativas para a melhoria cognitiva e superação das dificuldades na aprendizagem, numa organização educacional social sem fins lucrativos, conhecendo o trabalho desenvolvido por uma equipe multiprofissional de professores, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos etc., fazendo observações, identificando, conhecendo e acompanhando em torno de 40 (quarenta) pessoas especiais, que transmitem muito mais esperança do que os demais, que se auto-denominam “normais”.
Esse estudo deve ser permanente, a fim de oferecer novas possibilidades de respostas e promover a oportunização de mecanismos e ferramentas que facilitem a aprendizagem, com o apoio do profissional de musicoterapia na equipe, melhorando a dinâmica do trabalho, com o apoio lúdico, identificando alternativas que promovam a interação e a afetividade entre os envolvidos no proceso. Desde as primeiras incursões, já se observa que a educação da criança com Síndrome de Down se encontra em plena evolução, podendo vir a ter melhor futuro na sociedade, sem preconceito ou discriminação, o que, convenhamos, será muito bom. Conforme a Professora/pesquisadora Castro apud Almeida (2008, p. 306) não se pode negar os avanços alcançados nas últimas décadas em relação à qualidade da educação voltada para a SD, mas todos têm consciência de que muito ainda precisa ser feito, especialmente em relação à ética, respeito e superação da discriminação. O estudo deve servir para ensinar como o ser humano pode enfrentar as incertezas, a fim de compreender e dar mais atenção aos princípios desse conhecimento, superando os problemas na educação, com afirma Morin (2001, p.13) que "há sete saberes fundamentais que a educação do futuro deveria tratar em toda a sociedade e em toda a cultura, sem exclusividade nem rejeição, segundo modelos e regras próprias a cada sociedade e a cada cultura".
“Quem pode esquecer a hora do recreio na escola, do chamado da turma da rua ou do prédio, pra cantarolar a Teresinha de Jesus, aquela que de uma queda foi ao chão e que acudiram três cavalheiros, todos eles com chapéu na mão? (...) Quanta declaração de amor, quanto ciuminho, quanta inveja, passava na cabeça de todos”. (Abramovich, 1985, p. 59)
O lócus de pesquisa foi a Associação Cromossomos 21, localizada na cidade de Feira de Santana, Estado da Bahia, à Rua Boa Vista de Goiás, bairro Santa Mônica II, criada em 2001, como fruto do Seminário “Educação especial: diversos olhares” que ocorreu de 14 a 18 de maio de 2001, na UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana. No início da pesquisa a coordenadora foi a Professora Antonilma Santos Almeida Castro, Mestre e Professora da UNEB/UEFS.
A entidade é uma sociedade civil de caráter filantrópico, sem fins lucrativos, com personagem jurídica de direito privado. Dedica-se ao estudo, à defesa dos direitos e interesses do “Ser Down” a fim de proporcionar-lhe melhor qualidade de vida e cidadania. A missão do nosso lócus de estudo é: “Lutar junto às pessoas com Síndrome de Down por melhores condições de vida, a fim de usufruírem o direito a cidadania”.
Apesar da agremiação atender a 40 (quarenta) pessoas, a amostra foi feita com 10 (dez) estudantes que ainda estão na fase de alfabetização (faixa etária entre 10 e 29 anos), três profesores, duas musicoterapeutas e um diretor da Associação, de outubro/2016 a a maio/2017, na Associação Cromossomos 21. Tivemos algumas limitações, desde a relação insípida com campo investigado, à falta de tempo e disponibilidade dos atores do processo, bem como a preocupação com objeto investigado e ausência de outras opções de profissionais da área, para que pudéssemos validar a pesquisa em melhores padrões científicos desejados.
Inicialmente foi feita a sensibilização, procurando captar os intereses particulares e grupal, a partir de processos simples, procurando compreender que a linguagem musical nos parâmetros curriculares é Informativa (interdisciplinar) e enriquecedora de outros conteúdos, em temas transversais, e também Formativa quando trata conjuntamente o meio ambiente, a ética, cidadania, pluralidade cultural e o sexo, por exemplo. Portanto, tem tudo a ver com a nossa pesquisa de aprimoramento do ensino, na fase de alfabetização do estudante com SD em sala de aula, sem perder de vista os demais parámetros pedagógicos.
Durante a apresentação da metodologia, foi informado aos representantes da associação que os procedimentos a ser utilizados não ofereceria risco a saúde, ou prejudicaria a dignidade dos sujeitos e que seria mantido sigilo sobre as informações que não pudessem constar na publicação final do trabalho, distribuindo um resumo para os integrantes do trabalho agendado sempre previamente para dias estabelecidos ds atividades, ouvindo também as duas musicoterapeutas, pois segundo Barcellos:
“A escuta é uma das premissas fundamentais em sua atuação e a atitude de escuta constitui a ferramenta essencial em sua práxis. Mas não uma escuta centrada apenas na sensorialidade auditiva, na compreensão restrita do termo escuta (entendido como “ato de escutar ou pessoa que escuta”), mas uma atitude de à escuta, ou seja, “em estado, postura ou atitude de atenção”, ou, ainda um escutar, “tornar-se ou estar atento para ouvir”. (BARCELLOS, 2000, p. 48).
Foram aplicados três questionários durante a investigação e alguns aspectos importantes foram observados pelo pesquisador, evitando excessos ou cometimento de ações que gerassem riscos desnecessários, e que pudesse vir a prejudicar o resultado do trabalho. Sobre esse assunto, vejamos o que diz Portela:
“Excessiva confiança no investigador enquanto instrumento de coleta de dados, reflexão exaustiva acerca das notas de campo pode representar uma forma de tentar dar conta do objeto estudado, além de controlar o efeito do observador, falta de detalhes sobre os processos através dos quais suas conclusões foram alcançadas, falta de observância de aspectos diferentes sob enfoques diferentes, certeza do próprio pesquisador com relação a seus dados, sensação de dominar profundamente o seu objeto de estudo, envolvimento do pesquisador na sua situação (ou com sujeitos) pesquisada”. (2009, p. 01)
Os sujeitos da pesquisa receberam a devida atenção, deixando-os à vontade para expressar as suas opiniões sem preconceito ou receio, sempre com respeito e papel ético de pesquisador, mostrando controle e conhecimento da prática que estávamos desenvolvendo, além da isenção e tranquilidade, evitando o bias[5].
Coletados os dados de variáveis que se apresentaram relevantes ao nosso estudo, utilizando técnicas, registrando as informações para a análise, procurando fazer de forma bem planejada e aplicada, o que ajudou bastante na realização do trabalho, sendo inclusive, revistos, como orienta Portela (2009, p. 01), “(...) os materiais registrados são revistos na sua totalidade pelo investigador. Os dados são recolhidos em situação natural e complementados pela informação que se obtém através do contato direto (...)”. Foram adequados e suficientes para mostrar a validade da introdução da musicalidade numa nova perspectiva de aprendizado.
Foi adotada a pesquisa exploratória[6] (empírica) com abordagem qualitativa, fazendo a análise e interpretação das informações sobre o objeto de estudo, como observa a preocupação de Goldenberg (2007, p. 19) quando diz que “os cientistas sociais, que pesquisam os significados das ações sociais de outros indivíduos e deles próprios, são sujeito e objeto de suas pesquisas”.
A intenção do trabalho sobre o tema da alfabetização de crianças com SD foi pautado no Estudo de caso, a fim de analisar algumas experiências existentes dessas técnicas e das iniciativas positivas, tendo por base a pesquisa do Dr. José Salomão Schwartzman[7] e o Projeto de Musicoterapia, tendo como foco as pessoas com Síndrome de Down na Associação Cromosomos 21 produzido em 2004 pelas professoras Cynthia de Oliva Vieira e Silva e Elise Duarte Dantas Aragão.
Na amostragem, o pesquisador se preocupou com a abrangência e a diversidade, para ter uma melhor compreensão do grupo social, refletindo as suas múltiplas dimensões com criterios, privilegiando o conhecimento dos sujeitos sociais presentes no grupo, acompanhado da equipe multiprofissional, mesmo havendo rotatividade, não foi prejudicado o serviço de campo. Segundo Minayo (2010),
“O trabalho de campo permite a aproximação do pesquisador da realidade sobre a qual formulou uma pergunta, mas também estabelecer uma interação com os “atores” que conformam a realidade e, assim, constrói um conhecimento empírico importantíssimo para quem faz pesquisa social”. (MINAYO, 2007, p. 61)
Na entrevista, o pesquisador deixou bem definido os objetivos do trabalho que pretendia realizar na investigação, procurando selecionar quais seriam as perguntas certas, preparadas num roteiro bem direcionado, demonstrando segurança e autoconfiança, sem passar a ideia de muita formalidade, para não inibir as participações, sem perder de vista os objetivos da pesquisa e o projeto pedagógico da instituição. Durante o planejamento do trabalho o pesquisador definiu bem os objetivos da pesquisa, conhecendo o contexto da investigação, por ser licenciado em Letras com a Língua Inglesa, pós-graduado em Estudos Literários, dedicando-se com muito carinho e determinação às tarefas, mostrando aos interlocutores um bom domínio e confiança do que se pretendia realizar, focado nos objetivos, concedendo, inclusive, alguma informalidade nas atividades musicais.
A alfabetização das crianças com Síndrome de Down vem apresentando dificuldades pela falta de profissionais especializados, de espaços adequados, técnicas e ferramentas que despertem um maior interesse, atenção e aprendizado. As entidades que trabalham com deficientes mentais, por exemplo, ainda ficam esperando e dependendo de ajuda do poder público e das famílias dos alunos, nem sempre em condições financeiras, de profissionais que se disponham a oferecer o seu trabalho de forma voluntária, para atender a demanda, que já pode ser considerada como grande e significativa.
“A musicoterapia é incrivelmente diversa. Ela é atualmente utilizada em muitos e diferentes settings clínicos, para tratar uma grande variedade de problemas de saúde, de um sem número de tipos de clientela. Seus objetivos e métodos variam de um setting e cliente a outro, e de um musicoterapeuta a outro, dependendo da orientação teórica do terapeuta e de sua formação”. Bruscia, 2000, p. 165)
A pesquisa foi avançando, percebendo-se que, inicialmente, diante de um objeto inacessível, a criança apresentava os movimentos de tentar alcançar e agarrar os objetos musicais. De acordo com Goes (1991, p.18), ela passa a movimentar e agarrar os objetos, num gesto comunicativo e interacional em forma de sinal (ainda rudimentar) a partir do início das relações sociais, por conta desse interesse pelos instrumentos musicais, que despertam a curiosidade das crianças. Além disso, a música também faz parte da construção dos processos psicológicos mais complexos (consciência e discernimento) que ocorrem no aprendizado. Rego (1995) afirma que uma criança nasce com as condições biológicas de falar, mas só desenvolverá a fala se aprender com os mais velhos da comunidade, num processo de interação constante, quando a ação tem inicialmente um significado partilhado, por isso é importante desenvolvermos o conceito de ação internalizada e zona de desenvolvimento proximal de Vygotsky para entendermos melhor como o desenvolvimento é socialmente constituído. Nesse ínterin, ocorre a aquisição da fala.
“No desenvolvimento inicial, a fala do outro dirige a atenção e a ação da criança; aos poucos, a criança também usa a fala para afetar a ação do outro. A partir dessa fala multifuncional vem delinear-se uma diferenciação: ao mesmo tempo que a criança compreende e usa melhor a fala na regulação de/pelo outro, ela começa a falar para si. Surge a chamada fala egocêntrica, que abrange uma variedade de referências à situação presente e á ação em ocorrência”. (Goes, 1991, p.19)
4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS
O processo de análise dos dados foi desenvolvido em três etapas:
=> Na primeira: foram analisados os dados coletados a partir das nossas anotações e observações nas aulas, ainda sem a utilização da música;
= > Na segunda: foi analisado o resultado das observações das aulas com a inserção de algumas cantigas de roda e instrumentos musicais;
=> Na terceira e última etapa: analisou-se as respostas dos questionários e entrevistas.
Feita a análise interpretativa de dados primários e secundários coletados, buscou-se, com o apoio bibliográfico, formatar as informações, na perspectiva qualitativa.
Nas observações ficou constatado que desde a infância a música já mostra seu poder de promover o equilíbrio mental, facilitando a concentração e o desenvolvimento do raciocínio, em atividades lúdicas, com as crianças melhorando suas notas, constatado pelos familiares, se comparadas com outras do mesmo nível, que não tenham o composto com a musicalidade. As cantigas de roda, foram embaladas por diversos tipos de instrumentos artesanais de percussão, um violão e um teclado colocado no piso. Foi uma bela pista para confirmar a aplicação em SD, através de estímulos adequados para ajudar a superar possíveis dificuldades de aprendizagem, levando-se em conta que “(...) os distúrbios de conduta e a problemática de sua interação completam, mas não esgotam o quadro da educação do aluno com síndrome de Down.” (MILLS apud SCHWARTZMAN, 2003, p. 235)
As observações aconteceram em reuniões com a diretoria, professores e terapeutas, além das atividades nas aulas semanais matutinas, em dias diferentes, para que a pesquisa pudesse ter mais dados a analisar e testar as alternativas do trabalho, em dias durante o segundo semestre de 2016 e primeiro semestre de 2017 na Associação Cromossomos 21, em Feira de Santana, acompanhando o trabalho da equipe multiprofissional no atendimento dos alunos e alunas atendidos, utilizando o diário de campo, num caderno de anotações no dia a dia das observações do investigador, com as impressões pessoais e a composição das ocorrências durante o tempo.
Buscou-se a aproximação e o diálogo com a sociedade envolvida, a fim de entender as dificuldades no contexto educacional, pois de acordo com Morin (2001, p.13) “a educação pode ajudar a nos tornarmos melhores, se não mais felizes, e nos ensinar a assumir a parte prosaica e viver a parte poética de nossas vidas”. Nas entrevistas semi-estruturadas foram combinadas perguntas abertas e fechadas, com outras adicionais, quando necessárias, favorecendo a interação e a espontaneidade entre o pesquisador e cada entrevistado, numa troca mais efetiva de informações, com menor tensão e mais liberdade.
Os dados foram analisados e interpretados, em busca do atendimento das respostas aos questionamentos da pesquisa, tentando compreender as significações das relações no docorrer do tempo, caracterizando melhor o estudo de caso, não sendo necessário recolher informações de todos os alunos, por isso foi utilizada a técnica de amostragem de 10 (dez) alunos dentro do grupo de 40 (quarenta), pelos fatores do menor custo, rapidez nas coletas e adequação do estudo, levando em conta as suas características, importância e relevância, a partir da troca de experiências das diversas áreas de conhecimento, com a equipe multidisciplinar, com o incremento da musicoterapia na educação, pois segundo Barcellos,
“o musicoterapeuta necessita dar prioridade de escuta, a fim de compreender o sensível não somente através da audição de forma ampla, para poder entender determinados aspectos musicais, mas também dar atenção aos aspectos corporais e verbais quando acontecerem dentro da sala”. (BARCELLOS, 2004, p. 38)
Resgatamos nesta pesquisa as cantigas de roda usadas nas aulas de alfabetização, quando as sílabas são rimadas e repetidas, fazendo com que a criança comece a perceber as letras e as palavras em forma de brincadeira, acelerando o seu aprendizado e enumeramos algumas aferições detectadas na análise dos dados que confirmam o interesse pela música durante a aprendizagem, como por exemplo:
Não há qualquer resistência dos estudantes, pais ou dirigentes das escolas;
Os professores afirmam que, quando a música é inserida nas aulas, melhora a participação e a aprendizagem, inclusive na alfabetização;
As crianças com SD mostraram-se interessadas pelas cantigas de roda e em aprender a tocar algum instrumento musical;
Quando há música no ambiente, percebe-se, nitidamente, a mudança, para melhor, do comportamento dos estudantes;
Os pais se manifestaram registrando evolução das crianças em casa, quando são submetidas a tratamento com musicoterapia;
Há aceleração cognitiva e melhoria na socialização e integração dos estudantes quando a música é introduzida na prática didática e pedagógica;
As músicas devem ser boas e aplicadas com alguma conotação educacional;
Ambos os sexos gostam de música nas aulas, com leve predominância feminina;
Gráfico 1 - Meninas se adaptam melhor (55% contra 45% dos meninos)
Os recursos didáticos que utilizam brinquedos emissores de sons são os mais atrativos;
Alguns instrumentos musicais que despertam mais interesse:
Gráfico 2 - Teclado (50%); o violão (25%); percussão (15%); e a flauta (10%).
Entre os pais, quem mais se interessa pelo ensino dessas crianças:
Gráfico 3 - As mães (70%). Os pais 30%.
m) A participação nas aulas nos momentos das cantigas de roda.
Gráfico 4 – 90% das crianças participam
Para a alfabetização, podem ser utilizadas as cantigas de roda (de domínio público), como por exemplo, para ensinar as letras “M”, “P”. “A” – Meu pintinho amarelinho; e para a letra “C” - Ciranda, cirandinha. Pela peculiaridade do objeto de estudo, fica claro que o ensino deve ser direcionando de forma tranquila gradativa e evolutiva, conforme seja a capacidade de recepção, com prazer, quantidade adequada e facilitada, num esforço calculado e menos traumático.
O trabalho encontrou razões suficientes para provar que a música também pode ser um importante suporte didático de estímulo no aprendizado nas escolas e, no que nos couber, faremos de tudo para divulgar o trabalho da Associação Cromossomos 21, como forma de mostrar à sociedade a importância dessa entidade em nosso meio, desenvolvendo uma atividade social que deveria ser de obrigação estatal, segue com seus profissionais e voluntários, num trabalho especial, faltando condições logísticas, financeiras e pedagógicas para atender melhor as atividades e objetivos, quando nos deparamos no ambiente de ensino-aprendizagem de estudantes com Síndrome de Down, e percebeu-se diversas dificuldades causadas pelos distúrbios de aprendizagem, aumentando a preocupação dos professores que diante dos problemas, devem cumprir a sua missão e obrigação pedagógica, construindo uma escola com dedicação, assumindo o papel de formador com a preocupação do desenvolvimento potencial individual e coletivo, levando em consideração as características e limitações de cada um, reforçando os pontos fortes e ajudando a superar os pontos fracos, evitando que as dificuldades sejam motivos de exclusão ou discriminação no convívio social.
Verificou-se que a construção de uma escuta clínica mais sensível pelos musicoterapêutas possibilitou colocar em ligação a dinámica dos sentidos e a compreensão dos sentimentos nas expressões de movimento dos individuos, de forma diferenciada, envolvendo a percepção internas na comunicação verbal e não-verbal, na cadência, ritmo e envolvimento, pensando de acordo com a história de vida de cada um, e dos demais aspectos atuais, juntando tudo na compreensão cognitiva dos significados, à medida que evoluia cada produção.
O ensino regular nas escolas leva em conta as quatro habilidades (audição, visão, leitura e escrita), porém o estudante Down tem um déficit de “memória visual”, dificultando guardar mais as imagens vistas do que palavras ouvidas, devendo-lhe ser oferecido exercícios que ajudem a desenvolver essa deficiência congênita. O som, portanto, é um bom caminho.
A Musicoterapeuta Profª. Elize Brandão[8], diz que as crianças com SD não querem apenas a terapia com música, e sim uma “educação musical especial”. A professora Maria Cirino, uma das coordenadoras da Associação Cromossomos 21, tem um filho com SD, e diz que ele gosta de música nas aulas, para melhorar a sua concentração. Também nas aulas de musicoterapia da Professora Elize os alunos ficaram mais interessados, passando a estudar com mais concentração, vontade e dedicação.
As aulas com música (ou musicoterapia) desenvolvidas com profissionais qualificados, podem se mostrar importantes para se obter o êxito na evolução dessas crianças. Em outro trecho do seu livro Música e Educação especial: uma possibilidade concreta para promover o desenvolvimento do indivíduo, Joly afirma que:
“É importante manter a mente aberta para perceber as potencialidades de cada um. Todo trabalho deve ser feito com paciência e carinho, lembrando-se de que é preciso valorizar a auto-estima de cada aprendiz, motivando-o a reconhecer sua contribuição frente ao grupo em que está inserido”. (JOLY, 2003, p. 80)
As cantigas de roda são de fácil acesso nas bibliotecas das escolas, livrarias, magazines e internet. O estímulo pode começar com doação ou sorteios de CDs musicais durante as aulas, para premiar determinadas atividades, pois a música também dá reação de movimento ao corpo, transformando tudo em brincadeira, pois cada objeto sonoro serviu para as crianças manifestarem a ludicidade, proporcionando alegria e vontade de participar nas aulas durante a educação infantil. Para Guilherme isso ocorre porque:
“a música é um dos estímulos mais potentes para ativar os circuitos do cérebro na infância. Os estudos atuais apontam que a janela de oportunidade musical, ou a inteligência musical, se abre aos 3 anos e começa a se fechar aos 10 anos”. (GUILHERME, 2006, p. 158).
O tempo da pessoa com SD também é diferente dos demais indivíduos, e por isso ela precisa ser tratada de forma especial, com paciência, dedicação, persistência, afinidade, insistência e, sobretudo, amor, pois quando a música está sendo bem aceita em sala de aula como instrumento didático, nas “aulas com música”, deve então haver afinidade entre o musicoterapêuta e o estudante, com tratamento prolongado, pois normalmente quando as sessões acabam, a tendência é que os problemas anteriores voltem a acontecer. O ideal é que, sempre que possível, o ensino da alfabetização possa ser feito junto de outros colegas que não apresente a deficiencia da SD.
Outras sugestões foram apresentadas à direção da associação, como por exemplo encaminhar cada caso que não tivesse resultado com a musicoterapia para especialistas em psicologia, fonoaudiologia, oftalmologia e neurologia, prestando orientações aos pais, professores (regentes, apoio e de recurso) e demais profissionais da equipe multiprofissional, continuando com as visitas familiares, para conhecimento das condições da vida social, financeira e emocional, capacitando atendentes e professores na adaptação curricular especial, e para tanto os coordenadores do processo devem ser alertados sobre as limitações naturais impostas pela anomalia, a fim de que os resultados não sejam prejudicados e, certamente o tema não será esgotado aqui, mas a intenção também é de despertar o interesse de novas pesquisas.
Algumas hipóteses foram surgindo, em virtude do problema visualizado, precisando dispor de algum tempo para uma reflexão acerca da coerência entre os elementos contidos nas diversas versões que se nos apresentam. Um cuidado especial foi necessário, pois o cientista é em algum momento ao mesmo tempo o sujeito e o objeto na pesquisa qualitativa. Portanto, o desenvolvimento da pesquisa é imprevisível, pois o conhecimento do pesquisador é parcial e limitado. "Le but de l'échantillonnage est de produire le maximum d'information: qu'il soit petit ou grand importe peu pourvu qu'il produise de nouveaux faits"[9]. (Deslauriers, 1991, p.58).
Na escola, através dos sons e da fala, a criança passa a tomar a sua própria ação como objeto, o que evidencia a necessidade da interdependência dos cursos com a inserção da musicalidade na sua evolução, quando estabelece complexas relações com as pessoas adultas e o mundo, a partir do sistema nervoso (aparato biológico) e da apropriação dos conhecimentos humanos, quando internalizam estruturas anteriormente externas. Por isso, de acordo com Vygotski (1988, p. 91) qualquer desses sistemas passa por três etapas. Primeiro, a interpsicológica[10]: eu o ordeno, você o executa; segundo, a extrapsicológica[11]: começo a dizer a mim mesmo; e trceira, a intrapsicológica[12]: dois pontos do cérebro, que são estimulados a partir de fora, têm tendência a atuar dentro de um sistema único e transformar em um ponto intracortical[13].
Portanto, esse trabalho foi um grande desafio, devendo essa discussão ainda ser ampliada, pois o interesse pelos estudos de soluções para a superação das dificuldades de quem apresenta alguma das necessidades especiais estão em franco desenvolvimento pelos profissionais da área médica e de educação. Por isso não é da nossa pretensão esgotar o tema, já que as literaturas pesquisadas e os procedimentos iniciados apontam outros e variados caminhos abertos a percorrer, a fim de propiciar mais autonomia ao Ser Down, possibilitando novas perspectivas profissionais e sociais, preservando a sua dignidade e direitos, integrando-o à uma sociedade ainda muito preconceituosa, superando entraves para conquistar a sua plena e definitiva cidadania. A paciência e o carinho devem permear as ações dos profissionais da educação especial, valorizando a auto-estima, despertando a motivação intrínseca e incentivar a participação nas atividades de cada estudante.
[01] ABRAMOVICH, F. (1985) Quem educa quem? São Paulo: Summus.
[02] BAKHTIN, M. (1997) Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes Editora,.
[03] BOGDAN, R.; BIKLEN, S. (1994) Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto Editora.
[04] COSTA, Lúcia Helena F. Mendonça. (2000) Estágio sensório-motor e projetivo. In: MAHONEY, Abigail Alvarenga e ALMEIDA, Laurinda Ramalho. Henri Wallon: Psicologia e Educação. São Paulo: Edições Loyola.
[05] DAMASCENO, L. G. (1997) Natação, psicomotricidade e desenvolvimento. Campinas: Autores Associados.
[06] GOES, Maria Cecília. (1991) A natureza social do desenvolvimento psicológico. In: Cadernos CEDES – Centro de Estudos Educação e Sociedade. São Paulo: Papirus.
[07] GOLDENBERG, Mirian. (2007) A arte de pesquisar – Como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. Rio de janeiro: Editora Record.
[08] FERREIRO, Emília. (2003) Alfabetização e cultura escrita. Nova Escola, Ed. Abril, São Paulo.
[09] GUILHERME, Cristiane, C, F. (2006) Musicalização Infantil: Trajetórias do aprender a aprender o quê e como ensinar na educação infantil. In: ANGOTTI, M. (Org.) Educação infantil: Para quê, para quem e por quê? Campinas: Editora Alínea, Cap. 9.
[10] HOUAISS. (2006) Dicionário Houaiss de língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva.
[11] JOLY, Ilza, Zenker, Leme. (2003) Educação e educação musical: conhecimentos para compreender a criança e suas relações com a música. In: HENTSCHKE, L; DELBEN, L. (Orgs.). Ensino de música: propostas para pensar e agir em sala de aula. São Paulo: Ed. Moderna. Cap. 7.
[12] MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.).(2010) Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes.
[13] MORIN, E. A cabeça bem-feita. Repensar a reforma, reformar o pensamento. 3ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
[14] NASCIMENTO, Sandra Rocha do Nascimento e FERREIRA, Eliamar Apª de B. Fleury. A escuta diferenciada do musicoterapeuta na educação: (re) significando o espaço escolar Goiânia, 2011.
[15] NOGUEIRA, M. A. – (2003) A música e o desenvolvimento da criança. Revista da UFG, Vol. 5, nº 2.
[16] ROGER, Emilio. Uma antropologia complexa para entrar no século XXI. In: PENA-VEGA, Alfredo; ALMEIDA, Elimar Pinheiro de (Orgs.). O pensar complexo: Edgar Morin e a crise da modernidade. Rio de Janeiro: Garamond, 2001.
[17] RUUD, Even. Caminhos da Musicoterapia. São Paulo: Summus, 1990.
[18] SCHWARTZMAN, J. S. et al. (2003) Síndrome de Down. São Paulo: Memnon: Mackenzie.
[19] VYGOTSKY, L.S. 1984) A Formação Social da Mente. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora Ltda.
[20] VYGOTSKY, L.S. (1998) Desenvolvimento Psicológico da Infância. Tradução Cláudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes Editora.
[21] VYGOTSKY, L.S. (1988) Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes Editora.
II – REFERÊNCIAS ELETRÔNICAS
[01] http://www.cromossomos21.com.br/ > acesso em 19 ago.2017.
[02] www.ghente.org > acesso em 19 ago.2017.
[03] http://www.inep.gov.br > acesso 19 ago.2017.
[04] http://www.portaldoprofessor.mec.gov.br > acesso em 19 ago.2017.
[05] http://www.portalsindromededown.com/ > acesso em19 ago.2017.
[06] http://www.schwartzman.com.br/ > acesso em 19 ago.2017.
[07] http://www.serdown.org.br/serdown > acesso em 19 ago.2017.
Todas essas fotos lindas estão publicadas no site
[1] Professor Licenciado em Letras com Inglês, Especialista em Estudos Literários e Mestrando em Educação.
[2] SD: Síndrome de Down.
[3] Médico e escritor nascido em São Paulo (1937-) é referência no Brasil na área de Neurologia da Infância e Adolescência. Tem vários livros publicados, como por exemplo: Temas sobre Desenvolvimento; Transtorno de Déficit de Atenção; Autismo Infantil; Síndrome de Down; além de desenvolver intensa atividade didática e de pesquisa clínica.
[4] José Salomão Schwartzman, escritor e médico Paulista na área de Neurologia da Infância e Adolescência.
[5] Bias: Ponto de vista parcial ou preconceituoso, que pode levar a distorções, consciente ou inconsciente, na descrição ou análise de fenômenos sociais. (AURÉLIO, 2002)
[6] É é utilizada para realizar um estudo preliminar do principal objetivo da pesquisa que será realizada, podendo usar uma pequena amostra, envolvendo levantamento bibliográfico, entrevistas etc. que estimule a compreensão, proporcionando uma visão geral de um determinado fato, com pouco ou nenhum estudo anterior a seu respeito.
[7] Médico e escritor nascido em São Paulo (1937-) é referência no Brasil na área de Neurologia da Infância e Adolescência. Tem vários livros publicados, como por exemplo: Temas sobre Desenvolvimento; Transtorno de Déficit de Atenção; Autismo Infantil; Síndrome de Down; além de desenvolver intensa atividade didática e de pesquisa clínica.
[8] Musicoterapêuta da Associação Cromossomos 21, de Feira de Santana.
[9] Tradução: “O objetivo da amostragem é produzir o máximo de informações: se grande ou pequeno é indiferente, desde que o objetivo seja para produzir novos fatos”. (PORTELA, 2004)
[10] Fenômenos e atividades mentais com outras pessoas.
[11] Fenômenos e atividades mentais com outras pessoas.
[12] Fenômenos e atividades mentais consigo mesmo.
[13] Dentro do córtex (Camada superficial do cérebro)